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14/08/2026

CISGA participa do AdaptaCidades e avança na construção de diagnóstico regional sobre mudanças climáticas

Capacitação aborda a aplicação da lente climática e a integração de dados para identificar vulnerabilidades e orientar ações de adaptação nos municípios da Serra Gaúcha

O Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Serra Gaúcha (CISGA) participou, na quarta-feira (12), de encontro online da segunda etapa do ciclo de capacitações do AdaptaCidades, iniciativa federal voltada ao fortalecimento das políticas locais de adaptação às mudanças climáticas. Nesta fase, o tema central foi a aplicação da lente climática na análise territorial.

A atividade integra o Proclima2050 e o Plano Rio Grande de Reconstrução, sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O trabalho prevê a elaboração de um diagnóstico regional com dados atualizados sobre os municípios, abrangendo aspectos demográficos, territoriais, de saúde, clima e ocorrência de desastres naturais.

A aplicação da lente climática consiste em analisar as características ambientais, sociais e econômicas do território para identificar como as mudanças climáticas já afetam ou podem afetar os municípios. A partir do levantamento e da análise de dados, são definidas as principais ameaças e os setores que devem ser priorizados no plano de adaptação. A metodologia também permite identificar áreas, infraestruturas, ecossistemas e grupos populacionais mais vulneráveis, contribuindo para estabelecer objetivos e ações capazes de reduzir os impactos das mudanças do clima no território.

A proposta é reunir informações atuais e séries históricas para identificar a evolução da população, características do território e principais vulnerabilidades. Também serão considerados dados relacionados à saúde, doenças e atendimentos de emergência, ampliando a compreensão dos impactos sobre a população.

Na área climática, o diagnóstico deverá utilizar séries históricas e projeções futuras de temperatura, precipitação e suas anomalias. A análise permitirá avaliar alterações em relação às médias históricas e projetar cenários de curto, médio e longo prazo, com apoio de modelos climáticos reconhecidos internacionalmente.

Os registros dos municípios e das estruturas de Defesa Civil também serão utilizados para identificar tipos, frequência e áreas afetadas por eventos extremos. A elaboração de mapas deverá contribuir para localizar regiões mais vulneráveis e orientar medidas de prevenção e adaptação.

O estudo também prevê o aproveitamento de pesquisas e bases de dados já produzidas por universidades, instituições públicas, associações e consórcios. Informações sobre riscos, geologia, geomorfologia, ecossistemas e características do território poderão ser integradas ao diagnóstico, evitando a duplicação de trabalhos.

 

Entre os dados que serão considerados estão informações sobre biomas, cobertura vegetal, áreas de campo e floresta, terras indígenas e Unidades de Conservação. Também será analisada a evolução do uso e da cobertura da terra, com apoio de ferramentas como o MapBiomas e outras tecnologias de sensoriamento remoto.

A integração das diferentes bases de informação deverá permitir uma visão regional mais completa sobre riscos e vulnerabilidades. O objetivo é criar uma base técnica para apoiar os municípios  na definição de prioridades, no planejamento territorial e na elaboração de políticas públicas de adaptação às mudanças climáticas e prevenção de riscos.

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