O Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Serra Gaúcha (CISGA) participou, no dia 13 de outubro, de reunião realizada no Auditório da Agência Agro do Sicredi, em Farroupilha, que visou esclarecer dúvidas dos municípios sobre a implantação do sistema antigranizo na região.
O encontro abordou o funcionamento dos equipamentos, os investimentos necessários, os custos de operação e manutenção e as alternativas de financiamento do projeto.
O presidente do CISGA e prefeito de Fagundes Varela, Nelton Conte, destacou que a reunião representou mais uma etapa na construção da iniciativa, permitindo aprofundar questões relacionadas ao orçamento e às responsabilidades financeiras dos municípios.
Entre os pontos discutidos estiveram os custos fixos e as despesas variáveis decorrentes do acionamento dos equipamentos. Os esclarecimentos buscam auxiliar as administrações municipais na avaliação dos compromissos financeiros envolvidos.
Na abertura, o secretário municipal da Agricultura de Caxias do Sul, Rudimar Menegotto, explicou que o encontro foi organizado para responder a questionamentos levantados anteriormente. Ele também lembrou que o prazo para habilitação no edital de apoio ao projeto termina em 3 de novembro.
A Prefeitura de Antônio Prado, representada pelo prefeito Roberto Dalle Molle e pela secretária municipal de Finanças, Desenvolvimento Econômico e Inovação, Carla Fantin, questionou os custos de implantação e operação do sistema.
Entre as principais preocupações estão os valores dos equipamentos e dos reagentes, considerados elevados em comparação com outros municípios. A administração defende a revisão dos orçamentos, a padronização dos custos, a cobrança conforme o consumo efetivo e maior clareza sobre as despesas de manutenção.
Os participantes também discutiram fontes complementares de financiamento para custear a operação.
Sobre a tecnologia, o representante da empresa responsável explicou que o modelo utilizado em Ituporanga (SC) é semelhante ao previsto para a Serra Gaúcha, com potencial para melhorar a eficiência operacional e reduzir o consumo de reagentes. As diferenças de custos entre os projetos dependem das características técnicas e das condições de operação de cada região.
A reunião reforçou a necessidade de esclarecer os critérios de repasse dos recursos estaduais, definir as responsabilidades financeiras dos municípios e aprofundar o planejamento técnico e econômico, visando garantir a viabilidade e a sustentabilidade do sistema antigranizo a longo prazo.