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10/08/2026

CISGA avança na construção de estratégia regional de adaptação climática

Três municípios serão escolhidos para testar metodologia que poderá orientar ações de prevenção em toda a região

O Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Serra Gaúcha (CISGA) realizou, no dia 6 de agosto, reunião da Câmara Setorial do Meio Ambiente, que discutiu uma série de iniciativas voltadas à sustentabilidade e à atuação conjunta dos municípios. Entre os principais encaminhamentos está a estruturação de um plano regional para preparar as cidades para os impactos das mudanças climáticas e de eventos extremos.

A iniciativa prevê a integração de dados, estudos, ferramentas de geotecnologia, gestão de riscos e informações sobre fontes de financiamento. Uma consultoria especializada foi contratada para auxiliar na elaboração da metodologia, com o objetivo de reunir informações atualmente distribuídas entre diferentes órgãos, plataformas e estudos e transformá-las em projetos e ações que possam ser executados pelos municípios.

O planejamento prevê a definição de até cinco prioridades de adaptação climática para cada município e, paralelamente, a construção de um plano de abrangência regional. Como etapa inicial, três dos 26 municípios integrantes do CISGA serão selecionados para testar a metodologia. A experiência servirá de referência para a elaboração dos demais planos municipais. A previsão é concluir essa etapa em aproximadamente seis meses.

A gestão de riscos também está entre os focos do projeto. Durante a reunião, foi apresentado um sistema que integra informações de pluviógrafos, estações meteorológicas, topografia, geologia e sensores instalados em encostas. Os dados são analisados em tempo real e combinados com previsões meteorológicas para identificar áreas com maior possibilidade de deslizamentos e estabelecer níveis de alerta.

A tecnologia permite relacionar cada nível de risco a protocolos de ação, como vistorias técnicas, interdições e retirada preventiva de moradores. A proposta é transformar dados isolados em informações que auxiliem os gestores na tomada de decisões e ampliem o tempo de resposta diante de situações de emergência. O investimento em prevenção também pode reduzir os custos públicos de reconstrução após desastres e contribuir para preservar vidas.

Além da agenda climática, a reunião tratou de projetos de logística reversa, gestão de resíduos, licenciamento ambiental, eficiência energética e captação de recursos. Entre as iniciativas está a negociação de um termo de cooperação que poderá disponibilizar, a partir de 2027, até 80 equipamentos para pontos de coleta, especialmente de vidro.

O CISGA também trabalha na estruturação de um banco regional de projetos e fontes de financiamento. Já foram apresentadas propostas de emendas parlamentares que somam cerca de R$ 37 milhões para a aquisição de equipamentos e veículos destinados a ações de interesse regional.

Na área ambiental, estão em andamento a elaboração de uma minuta-padrão de Código Ambiental Municipal, a implantação do licenciamento ambiental regionalizado e projetos relacionados à modernização da iluminação pública e à organização de cabos de telefonia e internet instalados nos postes.

Segundo o CISGA, a atuação conjunta permite compartilhar informações, equipamentos, estrutura e conhecimento técnico, reduzindo custos e ampliando a capacidade dos municípios para enfrentar problemas que ultrapassam os limites de cada cidade.

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