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22/06/2026

CISGA apresenta ações e planos regionais em reunião do Fórum Gaúcho de Mudanças Climáticas

Durante encontro no Palácio Piratini, em Porto Alegre, consórcio destacou iniciativas de sustentabilidade, saneamento e adaptação climática, além de projetos intermunicipais em desenvolvimento na Serra Gaúcha

O Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Serra Gaúcha (CISGA), representado pelo diretor executivo Rudimar Caberlon, participou na quinta-feira (18) da 13ª Reunião Ordinária do Fórum Gaúcho de Mudanças Climáticas (FGMC), realizada no Palácio Piratini, em Porto Alegre.

O encontro reuniu representantes do Governo do Estado, instituições técnicas, universidades e entidades da sociedade civil para debater estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas e apresentar iniciativas em andamento no Rio Grande do Sul.

Entre os destaques da programação esteve a apresentação dos resultados parciais do programa AdaptaCidades RS, iniciativa coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) que busca fortalecer a capacidade de estados e municípios na elaboração e implementação de estratégias de adaptação climática. Nesta etapa, foram apresentados dados de cinco associações de municípios e três consórcios intermunicipais, abrangendo 139 municípios gaúchos.

Durante sua participação, Rudimar Caberlon apresentou as ações desenvolvidas pelo CISGA dentro do programa AdaptaCidades – Plano Regional de Adaptação, destacando projetos já em execução e os próximos passos para a construção de um plano intermunicipal unificado de adaptação às mudanças climáticas.

Entre as iniciativas estruturantes do consórcio, Caberlon ressaltou o Plano Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, desenvolvido em parceria com a Caixa Econômica Federal. O instrumento tem como objetivo organizar uma futura concessão regionalizada do serviço entre os municípios consorciados, promovendo maior eficiência na gestão dos resíduos.

Também foi destacado o Plano Intermunicipal de Saneamento Básico, elaborado com a participação dos municípios da região e considerado uma ferramenta estratégica para o planejamento integrado das políticas de saneamento.

Na área da sustentabilidade, o CISGA apresentou o projeto Biodigestores em Escolas Municipais, desenvolvido com apoio do Ministério do Meio Ambiente. A iniciativa prevê o reaproveitamento dos resíduos orgânicos gerados pela merenda escolar para a produção de biogás, utilizado posteriormente no preparo de alimentos. Além dos benefícios ambientais, o projeto tem proporcionado economia de recursos e redução do volume de resíduos descartados.

Outra ação relevante é a parceria com o programa Brasil Sustentável, que possibilitou a elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa em 12 municípios da região. Os levantamentos avaliam especialmente os impactos do transporte urbano, contribuindo para diagnósticos mais precisos e para a definição de políticas públicas voltadas à mitigação das emissões.

O consórcio também destacou a realização da 1ª Conferência Intermunicipal do Meio Ambiente, que reuniu cerca de 250 participantes entre gestores públicos, técnicos e representantes da comunidade. O evento foi precedido por seminários e encontros preparatórios e resultou na formulação de propostas que servirão de base para os futuros planos regionais de adaptação climática.

Em relação à elaboração desses planos, Caberlon explicou que o trabalho seguirá cinco diretrizes principais. A primeira consiste na sistematização de documentos e informações já existentes, reunindo dados dispersos e eliminando divergências entre diferentes fontes.

A segunda etapa prevê a apresentação e discussão dos dados com técnicos municipais e representantes da Defesa Civil, permitindo a identificação de demandas e necessidades que não estejam contempladas nos levantamentos já realizados.

A terceira diretriz será a definição de cinco prioridades de adaptação climática para cada município participante. A quarta contempla a criação de um banco de dados com fontes de financiamento voltadas à adaptação climática, facilitando o acesso dos municípios a recursos para a implementação de projetos.

 

Por fim, a quinta etapa prevê a elaboração de uma minuta de plano climático municipal, seguindo os modelos propostos pelo Ministério do Meio Ambiente e construída a partir dos dados coletados, das informações locais e das prioridades identificadas em cada município.

Segundo Caberlon, o objetivo é consolidar em um único documento integrado todas as informações e iniciativas já desenvolvidas na região, ampliando a eficiência da gestão pública e fortalecendo a implementação conjunta de políticas ambientais, climáticas e de saneamento entre os municípios da Serra Gaúcha.

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