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14/08/2026

CISGA apoia encontro que debateu envelhecimento e cidades mais inclusivas

O evento reuniu representantes de municípios, pesquisadores, professores e estudantes para discutir os desafios de adaptar as cidades ao envelhecimento da população

O envelhecimento da população e os desafios para adaptar as cidades a uma sociedade que vive mais foram debatidos em encontro realizado no dia 12 de agosto, na Universidade de Caxias do Sul (UCS), com a participação de representantes de municípios, pesquisadores, professores e estudantes. O evento, promovido pelo Corede Serra, contou com o apoio do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Serra Gaúcha (CISGA).

Na abertura, a presidente do Corede Serra, Mônica Matia, destacou que o envelhecimento deve ser incorporado ao planejamento e às políticas públicas municipais. Entre os desafios estão mobilidade, acessibilidade, transporte, espaços públicos e adequações na construção civil.

O encontro faz parte de um ciclo de três palestras promovido pelo Corede Serra. A primeira, em abril, tratou de saúde e envelhecimento. A segunda abordou urbanização e envelhecimento, e a terceira, prevista para outubro, discutirá mercado de trabalho e envelhecimento.

A palestra foi ministrada pela pesquisadora Mariana Alves da Silva do Nascimento, doutora em Arquitetura e Urbanismo e pesquisadora de pós-doutorado em Lisboa, com atuação nas áreas de envelhecimento, arquitetura, urbanismo e cidades de cuidado.

A relação entre envelhecimento, moradia e planejamento urbano foi tema de palestra que destacou a necessidade de preparar as cidades para uma população que vive cada vez mais.

A pesquisadora ressaltou que calçadas irregulares, escadas, ruas íngremes, distância dos serviços e transporte inadequado podem reduzir a mobilidade e favorecer o isolamento. A moradia também ganha importância com o avanço da idade, tornando necessárias adaptações que garantam segurança e autonomia.

O encontro apresentou o conceito de cidades amigas das pessoas idosas, da Organização Mundial da Saúde (OMS), que incentiva municípios a identificar barreiras e desenvolver ações com participação da própria população idosa. No Brasil, Veranópolis foi citada como pioneira na iniciativa.

A discussão também defendeu que o envelhecimento seja considerado nas políticas públicas de forma permanente, com metas e indicadores para acompanhar os resultados. Na Serra Gaúcha, os dados reforçam a urgência do tema: a região tem, em média, 79 pessoas idosas para cada 100 crianças, enquanto alguns municípios ultrapassam 200 idosos para cada 100 crianças.

A proposta é avançar para o conceito de cidades preparadas para a longevidade, planejadas para atender às necessidades da população ao longo de toda a vida.

O debate reforçou ainda a necessidade de superar tabus e preconceitos relacionados à velhice. A ideia é estimular a discussão com a sociedade e com os governos para desenvolver atividades, iniciativas e políticas públicas que considerem o envelhecimento como uma etapa natural da vida e preparem as cidades para atender uma população cada vez mais longeva.

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