O Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Serra Gaúcha (CISGA) realizou na quarta-feira, 15 de abril, assembleia geral dos municípios consorciados. Ao celebrar 15 anos de atuação foi reforçada a importância da gestão compartilhada na região. Durante o encontro, foi destacado o papel do consórcio na economia de recursos públicos, especialmente por meio das compras compartilhadas, além da implementação de projetos ambientais e de inspeção sanitária que se tornaram referência em nível regional e nacional.
A programação incluiu a apresentação de um vídeo institucional e a revisão das principais iniciativas em andamento, como projetos de iluminação pública, energia fotovoltaica e ações vinculadas ao PROCEL, que somam investimentos expressivos. Também foram destaque projetos como o programa antigranizo, licenciamento ambiental, o Castramóvel e a Casa de Passagem, evidenciando a diversidade de áreas atendidas pelo consórcio.
Ainda durante a assembleia, foram apresentadas as propostas das câmaras setoriais e o cronograma da Consulta Popular 2026, além da aprovação da assinatura de termo de cooperação com a ASSIM-RS, voltado ao apoio da realização do Integra SIM 2026, em Bento Gonçalves. Outros temas abordados incluíram o 4º Summit PPP’s, a Jornada de Transição Energética nos Municípios, o Projeto Carreta Digital e o Projeto Gralha Azul.
No campo administrativo, foram realizadas a leitura e aprovação das atas de reuniões anteriores, além da análise das contas de 2025, aprovadas sem ressalvas pelo Conselho Fiscal, indicando equilíbrio financeiro e conformidade com as normas contábeis. A assembleia também contou com a apresentação do relatório dos processos licitatórios, reforçando a transparência e a gestão compartilhada entre os municípios.
Parte da reunião foi dedicada aos desafios relacionados ao abastecimento de água e ao saneamento básico nos municípios. Prefeitos e representantes relataram problemas recorrentes, como falta de água, baixa qualidade no fornecimento e falhas operacionais atribuídas à concessionária responsável. As críticas se concentraram na ausência de investimentos e na gestão considerada ineficiente, com impactos diretos na população e nas atividades econômicas.
Diante desse cenário, os participantes discutiram alternativas para enfrentar a situação, incluindo a possibilidade de ações judiciais coletivas entre os municípios. Também foi debatida a necessidade de maior articulação regional e alinhamento com projetos de concessão em nível estadual, a fim de evitar sobreposição de esforços e garantir soluções mais eficazes.
A reunião ainda abordou o papel da agência reguladora na fiscalização dos serviços e a necessidade de ampliar a transparência e o acesso a dados técnicos. Como encaminhamento, o consórcio deve avaliar juridicamente a viabilidade de medidas coletivas, além de promover novos encontros para definição de estratégias conjuntas.
Entre as ações propostas, está a intensificação do registro de falhas no abastecimento por parte dos municípios, o compartilhamento de informações técnicas e o acompanhamento de modelos de concessão adotados em outras regiões do país. O objetivo é fortalecer a atuação conjunta e buscar soluções estruturais para um dos principais desafios enfrentados atualmente pela Serra Gaúcha.